TJ de São Paulo nega novo pedido de habeas corpus de Deolane Bezerra, confirma defesa

A influenciadora e advogada Deolane Bezerra teve mais um pedido de habeas corpus negado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). A informação foi confi...

TJ de São Paulo nega novo pedido de habeas corpus de Deolane Bezerra, confirma defesa
TJ de São Paulo nega novo pedido de habeas corpus de Deolane Bezerra, confirma defesa (Foto: Reprodução)

A influenciadora e advogada Deolane Bezerra teve mais um pedido de habeas corpus negado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). A informação foi confirmada neste sábado (18) por sua equipe de defesa, que informou ter recebido a decisão "com serenidade", mas disse que continuará recorrendo. Segundo os advogados, o habeas corpus buscava assegurar que Deolane permanecesse custodiada em uma Sala de Estado-Maior ou em instalações compatíveis com as prerrogativas garantidas pelo Estatuto da Advocacia e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A defesa afirma que duas inspeções realizadas pela OAB constataram que a cela onde a influenciadora está presa não atende aos requisitos previstos na legislação. Em nota, os advogados disseram respeitar a decisão do TJSP, mas destacaram que não concordam com o entendimento da Corte. "Respeitamos a decisão do TJSP, mas não nos conformamos e seguiremos lutando pela defesa da prerrogativa e da liberdade", afirmou a defesa. Os representantes de Deolane também ressaltaram que a influenciadora sempre esteve à disposição da Justiça e continuará colaborando com as investigações. Além disso, declararam confiar que a inocência dela será demonstrada ao longo do processo. Prisão e investigação Deolane Bezerra foi presa em 21 de maio, durante a Operação Vérnix, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) em conjunto com a Polícia Civil. De acordo com as investigações, o grupo investigado teria utilizado empresas e terceiros para ocultar patrimônio e movimentar recursos supostamente ligados à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). As apurações tiveram início em 2019, após a apreensão de manuscritos e bilhetes com detentos da Penitenciária II de Presidente Venceslau. Segundo os investigadores, o material continha ordens internas da organização criminosa, registros de movimentações financeiras e indícios de ligações entre integrantes da cúpula da facção.