Multidão histórica ocupa Avenida Paulista em ato de apoio a Lula

A Avenida Paulista foi tomada por uma multidão de apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante a Marcha pela Democracia, realizada neste do...

Multidão histórica ocupa Avenida Paulista em ato de apoio a Lula
Multidão histórica ocupa Avenida Paulista em ato de apoio a Lula (Foto: Reprodução)

A Avenida Paulista foi tomada por uma multidão de apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante a Marcha pela Democracia, realizada neste domingo (11), em São Paulo. A organização do evento estimou a participação de mais de 1 milhão de pessoas, embora não tenha sido divulgada uma contagem independente. A mobilização reuniu estudantes, movimentos sociais, torcidas organizadas, integrantes da comunidade LGBTQIA+ e representantes de diferentes setores da sociedade. Durante o ato, Lula convocou os eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno a participarem da votação decisiva. O presidente também voltou a defender o fim da escala de trabalho 6x1 e criticou a atuação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante a pandemia de Covid-19. Antes da manifestação, Lula comentou temas que devem avançar no Congresso, como a proposta sobre a jornada de trabalho e a PEC da Segurança Pública. A marcha contou com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), e dos governadores Elmano de Freitas (PT), do Ceará, e Rafael Fonteles (PT), do Piauí. Parlamentares como Érika Hilton, Sâmia Bomfim e Luna Zarattini também participaram, ao lado de artistas e outros apoiadores do presidente. Além das pautas políticas, o evento abriu espaço para reivindicações relacionadas à educação, à ciência e à tecnologia. Em uma carta conjunta, entidades como a União Nacional dos Estudantes (UNE), a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC) defenderam o aumento dos recursos destinados ao ensino público e à pesquisa, a valorização de professores e cientistas e a autonomia das universidades. A mobilização também foi acompanhada por atos em outras cidades, como Campinas e Belo Horizonte. Em São Paulo, mesmo após o encerramento oficial da programação, grupos de estudantes seguiram em caminhada pela Avenida Paulista.