Jailton Andrade cobra aproximação do governo com as bases e comenta sobre episódio da falta de ônibus durante as eleições
A crise do transporte público durante as eleições “vai entrar para a história”, avaliou o advogado, sindicalista e comentarista da Rádio Metropole Jailton Andra...
A crise do transporte público durante as eleições “vai entrar para a história”, avaliou o advogado, sindicalista e comentarista da Rádio Metropole Jailton Andrade (@japantera). Em entrevista ao Jornal da Cidade nesta terça-feira (3), ele responsabilizou a prefeitura de Salvador pela situação e defendeu que o Governo Federal se aproxime mais dos trabalhadores como forma de aumentar a participação popular na política. “Essa questão dos ônibus vai entrar para a história, só não sei ainda como os livros de história vão escrever isso. Certamente tem culpa do prefeito de Salvador, que autorizou administrativamente que o secretário de mobilidade poderia passear por Paris e atraiu para ele a responsabilidade do transporte, mas não fez nada o dia todo”, afirmou Jailton. Para ele, o problema nunca esteve nos adesivos plotados nos veículos. “A questão nunca girou em torno dos adesivos plotados, mas girou em torno da falta de pessoal para conduzir esses ônibus deliberadamente”. O sindicalista afirmou ainda que 80% dos 51 municípios que tiveram problemas de transporte e prejuízo à mobilidade urbana durante as eleições estavam sob “comando da direita”. Segundo ele, a situação foi uma escolha deliberada para prejudicar o eleitorado mais pobre, e ele espera que haja consequências no futuro. Ele aproveitou o momento para lembrar de uma fala de Lula no início do atual governo, explicando que o Governo Federal não conta com o Congresso Nacional, o Judiciário ou as Forças Armadas, mas apenas com o povo, e por isso a necessidade tão grande de aproximar essa população do debate político. Na avaliação do comentarista, essa “massa de trabalhadores” precisa participar de forma mais ativa do governo. Ele citou como exemplo a força da mobilização conhecida como “Exército de Lula”. Jailton também defendeu aproximar a população do pensamento crítico e da reflexão sobre como o governo impacta a vida das pessoas. TSE e bolsonarismo Ao comentar sobre o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Jailton afirmou que o ministro Nunes Marques, seria um representante do bolsonarismo na Corte, tentou derrubar o grupo de WhatsApp do Exército de Lula para facilitar a corrida eleitoral bolsonarista, o que teria gerado conflitos internos no próprio tribunal. Para ele, o momento serve de aprendizado de que “nós podemos fazer mais juntios”. Sobre o cenário internacional, o comentarista avaliou que a família Bolsonaro já tem pouca utilidade para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que também enfrenta uma crise, mas “não foi completamente derrotado” e exige atenção constante. Jailton comentou ainda que espera "que Flávio seja condenado e fique inelegível por oito anos”. Segundo ele, sem mandato e longe do Brasil, Flávio tem hoje pouca utilidade para a política internacional, mas pode representar um “perigo” para as eleições de 2030 se não for responsabilizado. Confira a entrevista na íntegra: