Barra lidera alertas de focos de incêndio na Bahia; diz comandante do Corpo de Bombeiros
A cidade de Barra, no oeste do Estado, tem gerado a maior quantidade de alertas de focos de incêndio na Bahia, é o que explica o Coronel Aloisio, Comandante G...
A cidade de Barra, no oeste do Estado, tem gerado a maior quantidade de alertas de focos de incêndio na Bahia, é o que explica o Coronel Aloisio, Comandante Geral do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia (CBM). Em entrevista ao Metropole Mais desta terça-feira (13), ele conta que o levantamento foi feito durante a Operação Florestal, que completou 100 dias na semana passada. A iniciativa tem como objetivo reduzir focos de calor em meio às condições climáticas severas causadas pelo fenômeno Super El Niño. “Em apenas 106 dias, já realizamos 1029 operações. E ainda não chegamos no pico de temperatura que está sendo anunciado, entre novembro e dezembro. Isso faz parte de um plano de enfrentamento complexo feito especialmente para esse período”, revelou. O monitoramento das áreas de risco e de possíveis focos de incêndio é feito, segundo o comandante, por sinais de satélite e através de drones, que fazem o mapeamento dessas. Além disso, ele explica que existem seis Bases Florestais dos Bombeiros pela Bahia. Essas unidades, além de serem focadas em ações preventivas, também fazem o combate do fogo em qualquer ocorrência. Coronel Aloisio afirma que a região Oeste do estado é a que tem gerado mais preocupação para os agentes. Dos sete municípios que estão em combate ativo, quatro têm gerado um alerta: Barreiras, Barra, Formosa do Rio Preto e Mansidão. Ele conta que, em duas delas, o trabalho está sendo intensificado: “Em Barra e Formosa estamos operando com duas aeronaves de combate em cada município, ou seja, quatro aeronaves apenas para essas duas áreas”, disse. Mesmo com a atenção redobrada para essas quatro cidades, uma delas representa um desafio maior: “Barra tem 60 mil hectares queimados. É uma área de difícil acesso. Um incêndio florestal é diferente de um incêndio urbano, onde vamos com caminhões e equipamentos, não podemos nos aproximar”, contou. Ele diz que, muitas vezes, os agentes precisam caminhar em torno de 3 a 4km para ter acesso ao local, levando os equipamentos: “Ou seja, apesar de ter muita tecnologia embutida, é um processo que tem um grau de rusticidade”, avaliou. Apesar do atual efetivo ser de 189 bombeiros e bombeiras, o coronel garante que o planejamento prevê uma possibilidade de aumento durante os meses de maiores temperaturas: “Podemos dobrar o pessoal durante os meses de novembro e dezembro, mas cada grupo só fica no local por 15 dias em bases próprias, num local cedido pela prefeitura ou em alojamento privado. Às vezes, para acessar o incêndio precisa andar tanto que não vale a pena nem voltar”, explicou. Ele relembra que é proibido usar qualquer material de ignição, como bitucas de cigarro, queimar lixo ou fazer limpeza de terreno com fogo. A Polícia Civil é parceira nas ações, e não só em casos de flagrante: “Havendo qualquer indício, o suspeito é levado à delegacia, ouvido e um inquérito é instaurado”, garantiu. Já na zona urbana, a maioria das ocorrências está ligada à rede elétrica, por sobrecarga da fiação. Confira a entrevista na íntegra: